O desafio das empresas não é apenas controlar quanto gastam com viagens corporativas. É entender por que os custos aumentam, onde estão as oportunidades de economia e como garantir que cada deslocamento contribua para os resultados do negócio.
Os números recentes do mercado brasileiro ajudam a dimensionar essa realidade. Em setembro de 2026, segundo a Abracorp, o faturamento das agências associadas cresceu 1,74%, mesmo com uma queda de 5% no número de transações. Ou seja, menos transações não significaram necessariamente menos despesas.
Esse cenário revela um desafio que deve continuar no radar das empresas em 2027: administrar custos sem comprometer a produtividade, a segurança e os objetivos das viagens.
Ao mesmo tempo, a inteligência artificial, a integração de sistemas e o uso estratégico de dados estão ampliando as possibilidades de gestão.
Mas quais dessas mudanças realmente merecem atenção? E como as empresas podem se preparar?
Conheça cinco tendências de viagens corporativas para 2027 e o que elas representam na prática.
1. O planejamento financeiro precisará ir além do orçamento
Atualizar os valores gastos em 2026 e acrescentar uma margem para o próximo ano pode não ser suficiente.
O planejamento precisa considerar onde estão concentradas as despesas, quais viagens são recorrentes e o que provoca gastos acima do previsto.
Segundo a Global Business Travel Association (GBTA), os preços globais de passagens aéreas e hotéis devem continuar subindo em 2027, embora em ritmo menor. A projeção é de alta média de 1,5% nas tarifas aéreas e 1,8% nas diárias de hotéis, com diferenças importantes entre regiões.
As projeções são globais e não refletem necessariamente os mesmos percentuais no Brasil. No entanto, como o turismo é um mercado internacional e interconectado, essas tendências também podem influenciar os preços praticados por aqui.
O que vale fazer agora?
Analise os gastos por destino, departamento e fornecedor. Identifique reservas urgentes, alterações frequentes e oportunidades de negociação.
Um orçamento mais inteligente começa pela compreensão dos custos, não apenas pela previsão de quanto será necessário gastar.
2. A inteligência artificial precisará demonstrar utilidade
A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma novidade para ganhar aplicações nas operações de viagens corporativas.
Entre as possibilidades estão automatizar tarefas, organizar informações, apoiar análises de despesas e identificar padrões que merecem atenção.
Imagine um sistema capaz de apontar que determinada área concentra reservas de última hora ou que um destino apresenta custos acima da média. Essas informações podem ajudar o gestor a investigar as causas e corrigir processos.
Mas existe um ponto fundamental: nenhuma ferramenta compensa informações desorganizadas ou processos mal definidos.
O que vale fazer agora?
Antes de investir em novas soluções, verifique se as plataformas de reservas, aprovações e despesas estão integradas e se os dados disponíveis são confiáveis.
A tecnologia deve facilitar decisões, não criar mais trabalho para quem gerencia.
3. O controle será cada vez mais preventivo
Descobrir que uma viagem ficou acima do orçamento depois que todas as despesas foram realizadas limita as possibilidades de correção.
A tendência é utilizar dados e ferramentas de gestão para identificar desvios antes que eles se transformem em problemas maiores.
Isso inclui acompanhar reservas fora da política, aprovações demoradas, compras urgentes e utilização de acordos comerciais.
Ferramentas de Business Intelligence (BI) ajudam a reunir essas informações e identificar padrões que nem sempre aparecem na análise isolada de uma reserva.
O que vale fazer agora?
Escolha alguns indicadores para acompanhar regularmente. Antecedência de compra, adesão à política e frequência de alterações são bons pontos de partida.
O objetivo não é aumentar a fiscalização, mas compreender o que precisa melhorar.
4. Segurança e atendimento continuarão exigindo atenção
Uma viagem pode estar bem planejada e, ainda assim, sofrer alterações.
Cancelamentos, mudanças nas condições de entrada em determinados países e situações inesperadas exigem respostas rápidas.
A proteção do colaborador foi um dos temas destacados pela Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (ALAGEV) após a GBTA Convention 2026, ao lado da integração de processos e do uso responsável da tecnologia.
Para as empresas, isso reforça a importância de saber onde seus profissionais estão, oferecer canais de atendimento e contar com procedimentos claros para situações de emergência.
O que vale fazer agora?
Revise os protocolos de assistência, os contatos de emergência e a comunicação com os viajantes.
Também avalie se a política considera adequadamente horários, deslocamentos, hospedagens e condições necessárias para que o colaborador cumpra seus compromissos com segurança.
5. Cada viagem precisará ter um objetivo mais claro
Uma visita comercial, um treinamento ou uma reunião estratégica podem justificar o investimento em um deslocamento presencial.
Mas o planejamento ganha qualidade quando a empresa sabe o que pretende alcançar e consegue avaliar os resultados.
Isso não significa transformar todas as viagens em uma conta de retorno financeiro imediato.
Alguns benefícios, como fortalecimento de relacionamentos, desenvolvimento de equipes e avanço de negociações, nem sempre podem ser medidos apenas pelo valor de uma venda.
O que vale fazer agora?
Inclua a finalidade da viagem no processo de solicitação e incentive as áreas a avaliar seus resultados.
Com o tempo, essas informações ajudam a identificar quais deslocamentos são prioritários e como distribuir melhor os recursos.
Sua empresa está preparada para as viagens de 2027?
As tendências apontam para uma gestão que exige mais planejamento, integração e capacidade de análise.
Antes de fechar o orçamento do próximo ano, três perguntas merecem atenção:
- Onde estamos gastando mais do que o necessário?
- Quais processos dificultam o trabalho dos gestores e dos colaboradores?
- Temos informações suficientes para tomar decisões melhores?
As respostas podem revelar oportunidades de economia e melhorias que não dependem necessariamente de grandes investimentos.
Na CW Tour, combinamos tecnologia, BI e atendimento consultivo para apoiar empresas no planejamento e na gestão de suas viagens corporativas.
Sua empresa já está organizando as viagens de 2027? Converse com a CW Tour e descubra como podemos ajudar.


